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Presidente do Goiás exalta união do grupo ‘Forte Futebol’ e se diz pessimista quanto à criação da liga: “pensam somente no próprio umbigo”

Confira!

Por: Danyela Freitas 12/05/2022 17:55

Continuando com a entrevista exclusiva, o repórter André Rodrigues questionou Paulo Rogério Pinheiro sobre o impasse na criação da Libra, a liga brasileira de futebol. Em resumo, o presidente do Goiás quer receitas mais iguais entre os clubes. Além disso, reclama de calendário apertado e revela datas sugeridas pelo grupo para a temporada. Confira tudo com as Feras do Esporte!

“Logicamente, todos os clubes das Séries A e B precisam levar o assunto para os seus conselhos. Em suma, meu pensamento é o mesmo do Vila Nova, do Atlético-GO, do América-MG e da grande maioria dos clubes do país. Assim, os 40 clubes estão com a faca e o queijo na mão para tirar o Brasil do ostracismo e do abismo financeiro que estamos hoje em relação ao resto do mundo.

No entanto, infelizmente, no futebol brasileiro, as pessoas olham somente para o próprio umbigo. A partir disso, surgiu o grupo ‘Forte Futebol’, inicialmente com 10 clubes, mas já entraram outros. Inclusive, entraram times da Série B, como o Londrina e o Vila Nova mais recentemente.”

Presidente do Goiás exige igualdade nas receitas dos clubes e se diz pessimista quanto à criação da liga

“Reconhecemos a grandeza do Corinthians, do Flamengo. Quanto à liga, queremos apenas copiar o que tem dado certo ao redor do mundo. Assim, é inadmissível clubes da Série A terem uma receita 11 vezes menor do que as receitas de Corinthians e Flamengo, por exemplo. A saber, tendo a liga, com uma receita justa, com o Goiás recebendo anualmente entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões, nosso clube poderia contratar qualquer jogador no mundo.”

“[…] Estou muito pessimista para a criação da liga. Acredito que, se não houver unanimidade, não haverá liga. Infelizmente, os dirigentes brasileiros pensam somente no próprio umbigo deles. Eles não querem ganhar o campeonato por mérito, mas, sim, por tirar vantagem do adversário de alguma forma.”

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Paulo Rogério comenta sobre SAF e de calendário apertado

“Muitos clubes se tornaram SAF muito cedo porque, por conta das dívidas, talvez nem entrariam em campo mais. Portanto, a SAF veio para salvá-los. Entretanto, a SAF nos clubes que não possuem dívidas será muito mais vantajosa, que é o caso do Goiás. […] Está definido, tanto no Forte Futebol quanto na liga, que o calendário vai de 1º de fevereiro até 30 de novembro. Dessa forma, terá um mês de férias e um mês de pré-temporada. Sendo assim, não terá campeonato estadual. Por fim, a liga vem para solucionar o calendário apertado.”

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