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Erros de arbitragem no Brasil: a que ponto atrapalha os times?

Confira!

Por: Matheus Carvalho 29/07/2022 16:49

Que um erro no nosso dia a dia pode atrapalhar o decorrer dele, todos nós sabemos. Com isso, temos dificuldades, em algumas das vezes, em nos recuperar imediatamente e levamos horas, meses e anos com esse processo. Seja em uma aposta, no trabalho ou até mesmo na loteria. Agora, quando levamos para o futebol, que peso tem um erro no jogo? Seja em uma final, fase de mata-mata ou na rodada, o psicológico interfere diretamente.

Podemos citar o erro de Andreas Pereira, do Flamengo, na final da Libertadores 2021. Logo após o ocorrido, o jogador teve dificuldade em resgatar a confiança e ter uma atuação regular depois do episódio. Ainda assim, vale lembrar daquela virada histórica do Barcelona, com o trio MSN, na goleada sobre o PSG, em 2017.
Peça essencial para uma partida acontecer, o árbitro faz toda engrenagem do jogo andar, da melhor maneira possível.

Assim, cabe a ele tomar todas as decisões e fazer cumprir a regra. Do mesmo modo que o jogador, o juiz tem treinamentos, cursos e trabalha o psicológico, porém, no Brasil, não são profissionalizados e exercem outras profissões no cotidiano. Além disso, o árbitro deve manter todo cuidado e deve trazer um ótimo programa de preparo físico, mental e entendimento das regras.

VAR no Brasil

Com a chegada do VAR no Brasil, o futebol brasileiro passou por várias reformulações e esse processo de adaptação, ainda é pauta. Nesse ínterim, um instrumento que veio para ajudar e deixar mais justo, como um pênalti não marcado, um gol impedido, uma falta dura, expulsões, etc. Contudo, a máquina, em algumas vezes, tem falhado ou sendo dirigida por pessoas não capacitadas? Podemos citar o lance da penalidade marcada não marcada no jogo entre Corinthians x Goiás, na Neo Química. Além disso, temos a não marcação de penalidade, após a bola tocar na mão de Samuel, do Fluminense.

Do mesmo modo, na partida entre Criciúma x Vila Nova pela Série B, onde é marcado toque de mão de Alex Silva, que estava com as mãos para trás. Com esses erros, o Esmeraldino e o Tigre perderam pontos importantes fora de casa. No caso do jogo Colorado, os jogadores não conseguiram desempenhar sua metodologia, principalmente, após o erro da arbitragem. Com isso, a grande questão é, o quanto isso afeta no rendimento e no psicológico do atleta?

Moacir Júnior, treinador da Aparecidense

Para Moacir Júnior, treinador da Aparecidense, o erro interfere na questão da mentalidade dentro de campo. Ainda assim, o treinador destacou a importância da boa conduta dos jogadores no jogo:

Interfere bastante, a questão do critério. A gente teve, em momento algum citamos isso, porque eu acredito que após o apito final todos os erros dos árbitros, dos atletas e do treinador não tem como serem reparados. Você até pode trabalhar para melhorar aquilo que aconteceu, mas, após o término do jogo, nada volta para trás. As melhores pressões que podemos fazer é tendo boas atitudes.

Não dar chance para qualquer lance seja decidido contra a gente. Eu tenho falado muito sobre isso e a gente tem tratado os árbitros bem. A partir do momento que você vai lá e coloca um gol, uma situação bem encaixada e no lance coloca a mão para trás para não dar uma margem de erro. Se você toma as atitudes corretas fica difícil do árbitro não ser correto”, disse.

Jair Ventura, treinador do Goiás

Após a partida diante do Fluminense, Jair Ventura desabafou sobre os erros da arbitragem contra o Goiás, em jogo válido pela 18ª rodada do Brasileirão Série A:

Foi determinante no resultado do jogo. Um jogo bom para quem viu na televisão, porém um jogo péssimo para quem foi prejudicado pela arbitragem que veio aqui hoje e fez isso. Foi pífia. A arbitragem dele foi horrível e não adianta falar que meu time jogou mal, porque não jogou. Se faz um a zero, era outro jogo, a gente sabe da história do jogo e como funciona“, disse.

A relação com a arbitragem é, como visto acima, um dos fatores de estresse que um atleta pode enfrentar em situações de jogo. A vida de um árbitro também não é nada fácil tendo apenas poucos segundos para tomar decisões que podem mudar o panorama da partida e influenciar em resultados de partidas e campeonatos. Com isso, pode trazer sentimento de raiva e de injustiça.

Nesse contexto, o caso do zagueiro André Luís, do Botafogo, que ao tomar cartão amarelo, em uma partida da Libertadores em 2008, tirou o cartão da mão do juiz e acabou expulso. Concluindo, é necessário um preparo do atleta para que possa prejudicar o seu desempenho e da sua equipe no decorrer do jogo. Claro, isso nos mostra a importância do acompanhamento psicológico ao atleta e ao árbitro.

1 Comentário

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