Atlético-GO

Em tom de desabafo, Adson Batista lamenta momento do Atlético-GO, fala de SAF, projeta futuro e promete: “O Atlético-GO volta no ano que vem”

O dirigente do Atlético-GO desabafou sobre os protestos da torcida, trouxe críticas à equipe e falou sobre o futuro do Dragão

Por: Bruna Alves 21/09/2022 21:03

O presidente do Atlético-GO, Adson Batista, convocou uma coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira (21). O dirigente falou sobre os protestos da torcida após derrota contra o Internacional, a relação entre diretoria e clube, trouxe críticas à equipe e falou sobre o futuro do Dragão. Confira com as Feras do Esporte!

Adson Batista iniciou a coletiva mostrando que seu objetivo era pacificar as relações entre clube e torcida.

“Como condiz muito com a minha postura, né? Com a minha forma de ser, sempre de enfrentar as coisas de frente, eu estou aqui pra pacificar o clube que é minha é minha obrigação. Quero deixar bem claro que no futebol infelizmente você convive em certos momentos com situações que na minha compreensão e de muitos, você não merece. Mas é algo passional se eu estou no futebol é porque eu gosto disso, porque eu amo o Atlético…”

Logo após, o dirigente do Atlético-GO se mostrou determinado em encarar os problemas de frente, sem intenções de deixar o clube caso ocorra o rebaixamento.

“Se o Atlético vir a cair… coisa que não aconteceu. Enquanto isso não aconteceu. Nós vamos lutar com unhas e dentes. Nós vamos cair de pé! O Atlético volta ano que vem. Tenha certeza disso. Eu não sou covarde!”

Além disso, criticou a postura de alguns jogadores. “Quando toma gol, desanda. Vira os Trapalhões”, afirmou Adson Batista. O dirigente falou também sobre a dificuldade de encontrar jogadores com boa liderança para trazer à equipe.

“Então, esse desabafo aqui, da minha forma, sempre de conduzir, clara, honesta. Se excedi com algum torcedor do Atlético peço desculpas a quem devo. Estou aqui pelas milhares de manifestações, de quem ama o Atlético… de pessoas assim, fantásticas, que ama e fica preocupado…”

Segundo ele, dirigentes de outros clubes também tem o costume de ajudar sua torcida, pois “carregam o time no colo”, e mostrou que pretende futuramente ser um simples torcedor de arquibancada.

O futuro do Atlético-Go

Adson Batista deixa claro que o Atlético Goianiense é uma grande empresa, e com isso, declara que a Sociedade Anônima de Futebol (SAF) pode ser o futuro do clube, para conseguir  bater de frente com os times do eixo Rio-SP.

“Não tem outra saída. Mesmo porque hoje a Série B não tem nem contrato. Hoje não tem um centavo na série B. Vai ser um caos! Caos a série B ano que vem. Então a saída é investimento privado. Então, se um time igual ao Atlético quiser dar um passo maior, tem que ter investimento privado. Não tem outra alternativa.”

No final da coletiva, deixou claro que para o clube se tornar SAF, devem ser respeitadas as características do clube, classificando o patrimônio como “inegociável”.

“Esse negócio de SAF vir aqui por um dinheiro no clube e ficar com o patrimônio? Não existe! Eu não participo disso. Agora, a SAF ela tem coisas muito positivas, vem investimento privado, grande do exterior, executivos que vem aqui fazer grandes trabalhos. Cara, se for bom pro Atlético, maravilha! Nós vamos ter que abrir esse leque. É impossível você ficar brigando aí com esses times aí com um bi, com trezentos, quatrocentos, quinhentos milhões e você com sessenta.”

O objetivo da entrevista era a tentativa de acalmar os ânimos entre dirigentes e atleticanos, mas Adson deixou claro que não irá aceitar desrespeito por parte dos torcedores. “Eu cometo excessos, mas vou respeitar quem me respeita”, completou.

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