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Edson Fernando, agora no Atlético-GO, revela ‘marcas’ da guerra na Ucrânia: “Hoje me sinto bem mais forte”

Saiba detalhes!

Por: Danyela Freitas 15/04/2022 19:24

Antes de mais nada, o Atlético-GO apresentou Edson Fernando. A saber, o volante defendia o Bahia desde 2019 e, no início deste ano, foi negociado com o Rukh Vynnyky, time ucraniano. A partir disso, o jogador de 23 anos contou como conseguiu sair da Ucrânia. Além disso, disse estar muito feliz no Dragão. Confira com as Feras do Esporte!

“Primeiramente, estou muito feliz por estar aqui. Devo agradecer ao presidente pela oportunidade e a todos pela recepção. Quanto à torcida, tive a oportunidade de jogar contra o Atlético-GO aqui no ano passado, quando defendi o Bahia, e vi que a torcida empurrou o tempo todo. Inclusive, o Atlético fez gol no final do jogo. Agora, a favor, espero que possamos ter esse apoio, que será muito favorável para nós.

[…] Depois que cheguei aqui, tive a certeza de que foi uma ótima escolha, tanto pela estrutura quanto pela organização do clube. Escolhi vir para o Atlético pelo calendário que tem, pelos bons anos que vem fazendo, evoluindo cada vez mais. Sendo assim, é um projeto promissor para mim e para o clube também. Assim, espero que eu possa contribuir da melhor forma possível.”

Edson Fernando fala de momentos difíceis ao tentar sair da Ucrânia

“Passei por uma situação difícil na Ucrânia, onde fiquei um pouco mais de um mês. Cheguei lá cheio de expectativa de jogar na Europa e realizar sonhos. No entanto, foi meio frustrante. Por conta da guerra, passei quatro dias sem dormir e sem tomar banho, só comendo besteira. No entanto, creio que sirva de aprendizado. Hoje me sinto bem mais forte. Além disso, não é fácil estar em outro país onde a língua é totalmente diferente da sua, com comida diferente, cultura diferente. Agora, no Atlético, estou bastante motivado para dar o meu melhor.

[…] Passei quatro dias andando a pé pela fronteira tentando sair pela Polônia, junto com o Talles Brener e a esposa dele. No entanto, não conseguimos. Tentamos de todas as formas. Em seguida, conseguimos sair pela Hungria, depois de ter tentando pela Eslováquia. Passamos mais de 12 horas dentro do carro, mas pelo menos não estávamos na rua como na Polônia passando frio e fome. Dessa forma, passei um dia na Hungria e no outro dia já voltei para o Brasil.”

https://youtu.be/y0qL9NFy4cM

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