Por: Ana Lívia Luis Dias Colunista

Quem vai pagar nosso prejuízo?

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Cada partida de futebol vai valendo cada vez mais dinheiro, cada partida de futebol temos reclamações sobre a arbitragem. No final, quem paga nosso prejuízo?

Publicado em: 06/03/2023 21:35

Na tarde do último domingo (05), o Presidente do Conselho Deliberativo do Goiás, Edminho Pinheiro reclamou da arbitragem de Jean Carlos Narciso, sobre uma penalidade para seu clube e contra o Goiânia, no microfone da BandNews, fez a seguinte pontuação: “Quem vai pagar nosso prejuízo se houvesse a eliminação?”.

Nessa partida, o Goiás venceu por 2×0, no momento da partida estava 1×0, no início do segundo tempo. Era bem improvável a queda do Goiás para o Goiânia, mas a fala do Presidente do Conselho era “E se esse contexto fosse outro?”

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Edminho, respondendo, quem paga esse prejuízo é o futebol. Quem há tempos paga por erros escandalosos de arbitragem é o futebol. Talvez o árbitro que cometeu o erro seja afastado, fique na geladeira, mas o prejuízo da mancha, fica para o futebol.

E não escrevo esse artigo por um pênalti nas quartas de final do Campeonato Goiano que não alteraria uma classificação, mas pela indagação que me fez refletir e relembrar, tantos prejuízos. Mas se em alguns casos ocorreram erros e prejuízos, os responsáveis vão tentando corrigir. Resumindo tudo em uma palavra: profissionalismo.

A cada erro, busca-se que não ocorra novamente, dessa maneira, observamos confederações tratando a arbitragem, assim como trata os outros aspectos do futebol, de forma profissional. Se com o VAR o impedimento ficou cada vez mais milimétrico, a Premier League passou a adotar o sistema que se as linhas do defensor e atacante se encostam, é considerado posição legal, sem “caçar pelo em ovo” em qual linha está mais avançada.

Porém, estamos falando de uma Liga que a arbitragem é profissional, no sentido literal da palavra. Os árbitros possuem plano de carreira, vivem para a arbitragem, essa é a profissão deles. Se hoje, eu abrir os dados da arbitragem no Brasil, iremos ver o campo “profissão”, muitas vezes professor de Educação Física, outros policiais militares, mas enfim, possuem uma profissão fixa que não é a arbitragem.

Sabe o que tiramos disso? A arbitragem no Brasil é um bico, parece amador, errado falar dessa maneira, mas é a verdade. De certa maneira, sinto que só podemos cobrar diretamente os árbitros, quando estiverem respaldados como profissionais do futebol. Enquanto isso, a cobrança é para os responsáveis do futebol brasileiro, estamos em 2023 e a arbitragem não é profissional, uma competição como a Copa do Brasil não possui tecnologia de auxílio simples. Uma competição que pode garantir o futuro de um clube, não tem uma tecnologia básica e o árbitro no comando estava há dois dias focado em outra questão, porque mais uma vez, a arbitragem no Brasil não é profissional.

Quem vai pagar nosso prejuízo? Não à preço… Curioso que nem foi difícil lembrar vários casos que nossos clubes foram prejudicados gravemente. Na Série A de 2022 o Presidente do Atlético-GO se levantou contra a arbitragem de Anderson Daronco, na ocasião, o Atlético-GO perdeu por 2×0 para o Atlético-MG, Adson cobra uma penalidade quando estava 1×0 e a anulação de um dos gols do Atlético-MG. O empate naquele momento poderia significar a chance da virada, somando mais 3 pontos, ou só o ponto do empate, em uma luta contra o rebaixamento, poderia ter feito toda a diferença.

Na Série B em 2022, O Vila Nova perdeu por 2×1 para o Grêmio, arbitragem de Sávio Sampaio, porém o primeiro gol do Grêmio saiu justamente na recuperada de bola de um pênalti não marcado para o Vila Nova que na época estava na zona de rebaixamento lutando contra a degola.

Na Série A de 2022 também, o Goiás foi prejudicado contra o Corinthians, pênalti assinalado por Bráulio da Silva Machado, sim o mesmo que tirou a classificação do Sergipe agora na Copa do Brasil.

 

Resumindo, o preço deveria ser pago com muito trabalho, para que enfim tenhamos uma arbitragem profissional.



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