Por: Bruno Daniel Comentarista e Colunista

Atlético Goianiense: o time que não teme ninguém – Por Paulo Winicius Maskote

Leia a crônica feita pelo Diretor de Patrimônio e História do Rubro-Negro.

Publicado em: 23/10/2021 11:20

No dia 17 de outubro de 2021 mais uma página histórica do clube mais antigo da capital goiana foi escrita. O Dragão Campineiro venceu por 2 a 1, de virada, o Atlético Mineiro, até então invicto a 18 rodadas.  Um dos clubes de maior folha salarial do campeonato, o líder com mais de 10 pontos à frente do 2º colocado, sucumbiu frente ao Atlético Goianiense.

Foi a primeira vitória do Atlético Goianiense em um Brasileiro Série A com a presença de público no seu Estádio, no Antônio Accioly. Devido ao limite de público estabelecido em razão dos necessários cuidados sanitários durante a Pandemia foram colocados à disposição 3.000 ingressos. E lá estiveram presentes 2.963 torcedores. Mesmo com o time vindo de uma sequência de 10 jogos sem vencer em casa a torcida praticamente esgotou os ingressos disponíveis. A massa rubro negra mostrou que acompanha o time mesmo nos momentos difíceis.

E a vitória não poderia vir de outra maneira, foi na força e no grito do torcedor que saíram os gols de Janderson e Oliveira. Foi um êxtase coletivo premiando o trabalho árduo do Atlético Goianiense em reinaugurar e ampliar o Estádio, o esforço da Diretoria em garantir ingressos a preços acessíveis, a mística do Bairro, o Busto de nosso patrono Antonio Accioly recolocado, o torcedor no alambrado mais raiz do futebol brasileiro, o grito da torcida, as faixas… a volta de Marlon Freitas, a Comissão Técnica permanente identificada com o clube e torcedor… foi com cara de Dragão, “na raça, na luta, na determinação”. Mostramos porque o Bairro de Campinas é Bairro de Luta e Tradição.

Tal resultado fez lembrar grandes embates do Dragão contra os mineiros, como no Brasileirão de 1965 quando foi de um atacante rubro negro, Jair Porrete, o primeiro gol em competição nacional da história do Mineirão, no embate contra o time do Siderúrgica. Também fez recordar quando o Atlético ficou em 6º lugar no Brasileirão de 1968 e só caiu para o Cruzeiro que na época era base da Seleção Brasileira, com Piazza, Tostão , Dirceu Lopes e Raul.

Foi com requintes de crueldade que o Dragão depenou o Galo e colocou por agua abaixo as previsões dos Jornalistas que diziam que o xará mineiro iria golear. Mesmo com um elenco recheado de estrelas, com destaque para o atacante Hulk, o Dragão fez valer a força do Bairro de Campinas e dos Campineiros ali presentes.

Mas, cá entre nós, o resultado pode ter surpreendido a imprensa mineira, carioca e paulista, mas vamos relembrar aqui porque o Dragão é conhecido por não tremer pra ninguém? Porque tem camisa pesada e é o mais tradicional de nosso Estado ? Vejamos que o rubro-negro goiano já venceu várias vezes o Campeão Brasileiro das edições que disputou.

Em 2010 foi o Fluminense de Muricy Ramalho, Conca, Deco e Belleti o Campeão Brasileiro, mas perdeu pro Dragao por 2 a 1 com gols de William e Juninho. Em 2012 de novo carimbamos a faixa do Fluminense campeão brasileiro, foi o tricolor de Abel Braga, Diego Cavalieri e Thiago Neves que perdeu no Rio de Janeiro pro Atlético de Pituca, Ernandes e Diogo Campos.  Em 2017 foi a vez de arrebentarmos com o Corinthians de Carille, Fagner, Jadson e Fagner com um gol do zagueirão Gilvan que calou mais de 40.000 alvinegros na Arena Itaquera. Em 2020 quem não se lembra da goleada de 3 a 0 para cima do time que defendia o título e se sagrou campeão  nacional? Não teve Arrascaeta, Felipe Luis e Diego Alves que segurassem o Dragão.

Aí um motivo pro Galo pensar que pode ser campeão!? Perder pro glorioso Dragão.

E… que nunca mais duvidem da força quente do Dragão! Respeitem as cores!

Paulo Winicius Teixeira de Paula – Historiador e Diretor de Patrimonio Historico e Cultural do Atletico Goianiense



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