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Após mal súbito e parada cardiorrespiratória de atleta do Atlético-GO, médicos afirmam que jogador ainda corre risco de vida

Na tarde de ontem (12) uma fatalidade ocorreu no Centro de Treinamentos do Atlético-GO. Em uma atividade com atletas da base, o zagueiro Felipe de 18 anos sofreu um mau súbito, seguida por paradas cardiorrespiratórias. O Presidente Adson Batista, o Coordenador Médico, Dr. Avimar Teodoro e também o médico Lucas Ricci, responsável pelos primeiros atendimentos […]

Por: Ana Lívia Luis Dias 15/10/2021 14:40

Na tarde de ontem (12) uma fatalidade ocorreu no Centro de Treinamentos do Atlético-GO. Em uma atividade com atletas da base, o zagueiro Felipe de 18 anos sofreu um mau súbito, seguida por paradas cardiorrespiratórias. O Presidente Adson Batista, o Coordenador Médico, Dr. Avimar Teodoro e também o médico Lucas Ricci, responsável pelos primeiros atendimentos ao garoto, explicaram a situação.

“Infelizmente estamos aqui para fazer um comunicado, esclarecer algumas situações que ocorrem, nós queríamos estar aqui para falar sobre o time, nosso momento, mas infelizmente uma fatalidade aconteceu aqui no Centro de Treinamento e Graças a Deus, tudo foi feito da forma que é exigido, o Atlético-GO é cercado de todos os exames”, explicou Adson Batista.

Sequência de Fatos

O Coordenador Médico do Atlético-GO, Avimar Teodoro começou explicando e agradeceu a agilidade do profissional Dr. Felipe Ricci:

“Ontem (12) na parte da manhã teve um treino com a base e o profissional, onde aconteceu a fatalidade do jogador, Felipe de 18 anos ter um mau súbito, onde, Graças a Deus, com a bênção de Deus, o Dr. Lucas (Ricci) foi bem rápido no atendimento, queria parabenizar pela agilidade, agiu no momento certo, salvando a vida desse jogador, foi levado ao Pronto Atendimento que fica a três quadras daqui, foi crucial, chegando lá teve outra parada (cardiorrespiratória). Depois de estabilizado ele foi entubado, depois foi transferido de UTI Móvel para o HUGOL”.

Dr. Avimar Teodoro também destacou que o atleta tinha todos os exames atualizados, além do procedimento padrão do clube em cuidar de seus jogadores.

“Todo jogador quando chega no Atlético, passa por uma rotina de exames multifuncional, onde também temos um cardiologista que também está no Hugol acompanhando o Felipe. Os exames do jogador está aqui, todos com datas, por exemplo, o ECO, foi feito no dia 08/09/2021 e todos os exames estão dentro do padrão de normalidade, foi passado por um cardiologista especialista na área em que foi liberado para esporte de alto rendimento”, contou Dr. Avimar.

Dr. Lucas Ricci, que estava na beira do campo relatou passo a passo do que aconteceu, desde a queda, até a ida ao HUGOL, local onde Felipe ainda está internado:

“Eu estava ali presente, a partir das 11 horas, estava na última etapa do treino, o jogador Felipe caiu ao chão, começou a convulsionar, foi identificado, palpei o pulso cariotídio dele e vi que estava em parada cardiorrespiratória, iniciei as massagens, ele voltou, voltou o pulso, com isso, para ter um maior respaldo pós PCR, quis encaminha-ló para um serviço que tem um suporte melhor que seria aqui muito perto, no CAIS do Urias. Durante o trajeto ele teve outra parada, foi identificado, começamos a massagem, manobras para abrir as vias aéreas, chegando lá a equipe foi muito solicita. Fizemos vários ciclos, foi parada com com ritmos chocáveis, fizemos quatro choques nele para ele voltar e depois de 20 minutos o pulso voltou, foi entubado, restaurar as vias aéreas e logo depois esperamos para ser encaminhado para o HUGOL”.

Dr. Lucas completou: “É um caso bem complicado, fatalidade que ocorreu e estamos tentando de todos os jeitos melhorar e o menino possa voltar”.

Fatalidade

Dr. Avimar foi sucinto ao declarar que se não fosse a agilidade de Dr. Lucas e seu bom posicionamento, o pior teria acontecido com o jovem atleta.

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“Se o Dr. Lucas estivesse lá dentro, no banheiro, por exemplo, ele estaria morto, a sorte que o Dr. Lucas estava à beira do campo junto ao jogador, é o motivo do jogador estar vivo hoje”, declarou o Coordenador Médico.

Estado atual

Felipe ainda está na UTI, entubado e segundo os médicos, corre risco de vida com um estado delicado:

“Tem risco de vir à óbtito sim, mas estamos dando todo suporte e pode ter sequelas sim, por isso o atendimento precisa ser rápido para evitar sequelas”.

Sobre as respostas médicas, as informações clínicas são as seguintes:

“Hoje ele está sem drogas para o coração bater melhor, ele está com pupilas fotoreativas, está mantendo um padrão estável, mas é um caso minucioso, caso complicado e estamos tentando evoluir com ele. Está na UTI do HUGOL, entubado”.

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